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O que é Hipnose

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A Associação Americana de Psicologia define hipnose da seguinte maneira: A hipnose é um procedimento durante o qual um profissional de saúde ou pesquisador sugere a um cliente, paciente, ou sujeito que vivencie mudanças em sensações, percepções, pensamentos ou comportamentos. O contexto hipnótico geralmente é estabelecido pelo procedimento de indução. Embora haja muitas induções hipnóticas diferentes, a maioria inclui sugestões de relaxamento, calma e bem estar. Instruções para imaginar ou pensar sobre experiências agradáveis também são comumente incluídas nas induções hipnóticas.

A hipnose é um estado alterado de consciência (produzido por meios naturais). A forma como eu entendo isto é que Erickson nunca mencionou estados alterados no sentido de estados que fossem produzidos por meios químicos, ao invés disso a hipnose é um estado naturalístico produzido com a cooperação da mente consciente.
Há pessoas que descrevem a hipnose como um estado normal de atenção focalizada, no qual elas se sentem muito calmas e relaxadas. Independentemente de como e em que grau elas respondem, a maioria das pessoas descreve a experiência como sendo muito agradável.

Algumas pessoas são muito responsivas a sugestões hipnóticas e outras são menos responsivas. A habilidade de uma pessoa em vivenciar as sugestões hipnóticas pode ser inibida por medos e preocupações que surgem a partir de conceitos errôneos comuns. Ao contrário de algumas representações da hipnose que aparecem em livros, filmes ou na televisão, as pessoas que são hipnotizadas não perdem o controle sobre seu comportamento. Elas tipicamente mantêm a percepção consciente de quem elas são e de onde elas estão; a menos que uma amnésia tenha sido especificamente sugerida, elas geralmente se lembram do que aconteceu durante a hipnose. Elas não participam ou respondem a quaisquer sugestões às quais não responderiam em seu estado normal desperto. A hipnose faz com que seja mais fácil para as pessoas vivenciarem as sugestões, mas não as força a ter essas vivências. De fato, os ritmos naturais do nosso cérebro nos levam ao transe, por aproximadamente dez minutos, a cada ciclo de sessenta minutos.

A hipnose não é um tipo de terapia, como a psicanálise ou terapia comportamental. Ao invés disso, é um procedimento que pode ser usado para facilitar a terapia, ou facilitar níveis “profundos” de comunicação. A hipnose clínica deveria ser usada apenas por profissionais apropriadamente credenciados e treinados que pratiquem dentro de sua área profissional de especialização, dentro do seu nível de competência.

A hipnose tem sido usada no tratamento da dor, depressão, ansiedade, estresse, desordens de hábitos e muitos outros problemas psicológicos e médicos. Entretanto, ela provavelmente não é útil para todos os problemas psicológicos ou para todos os pacientes ou clientes.
A decisão de usar hipnose como um adjunto ao tratamento só pode ser tomada em consultas com um profissional de saúde que tenha sido treinado no uso e limitações da hipnose clínica. Além da sua utilização em contextos clínicos, a hipnose também é utilizada em pesquisas, que têm como meta aprender mais sobre a natureza da hipnose propriamente dita, assim como seu impacto sobre as sensações, percepções, aprendizagem, memória e fisiologia.

Os pesquisadores também estudam o valor da hipnose no tratamento de problemas físicos e psicológicos.
A hipnose também pode ser usada para melhorar os níveis de comunicação, tanto interpessoal como intrapessoal.
Milton Erickson dizia, “Toda a boa comunicação é hipnótica por natureza.”

Hipnose conforme a Definição de Erickson
Milton Erickson observou que o transe hipnótico ocorria em cada um de nós, de forma espontânea, todos os dias de nossas vidas. Todas as vezes que nós entramos em um estado altamente focado de atenção, nós estamos em transe. Neste estado, o qual é na verdade um fenômeno natural, podemos absorver ou receber informações de maneiras extremamente profundas, em muitos níveis diferentes. Neste estado nós também nos tornamos capazes de acessar a riqueza das nossas informações, história, crenças, e sabedoria interiores para instigar e integrar o auto-desenvolvimento e mudanças duradouras positivas.

O estado de transe ativa os níveis mais profundos de aprendizagem inconsciente.

Todos podem entrar em transe. De fato, nós passamos cerca de dez minutos a cada hora em um estado de transe. Resistimos ao transe quando somos abordados por um facilitador ou sugestões autoritários. Quando a abordagem é autoritária apenas dez por cento da população aquiesce e entra em transe.

O facilitador não-autoritário, ou Ericksoniano, serve de guia, mas é você que dá a permissão e é você que se coloca em transe. Você já tem anos de prática em entrar em transe. Quando fixa os olhos na xícara do café da manhã, você está em transe. Quando se senta para trabalhar no seu computador por dez minutos e quatro horas mais tarde levanta os olhos, você estava em transe. Você sabe como entrar em transe. Portanto, todos os estados de transe são considerados auto-hipnóticos.

A mente inconsciente responde quando há autenticidade, abertura, e a total aceitação de nós mesmos, em toda a nossa humanidade exatamente como nós somos, perfeitamente imperfeitos! Quando somos abordados a partir desta posição e utilizando a linguagem da nossa mente inconsciente, como metáforas, símbolos, sugestões indiretas, todos nós entramos em transe e nos beneficiamos enormemente com isso. Erickson afirmava que cem por cento da população entra em transe quando abordada dessa maneira.
É nesses estados de transe que ocorrem nossas mais profundas aprendizagens, reaprendizagens, reprocessamentos e evolução pessoal. O transe nos conecta com a nossa sabedoria interior.

O “inconsciente” de Erickson é muito diferente do de Freud, ele não é um caldeirão transbordante de energia indomada, gritando para ser suprimida e reprimida pelo bem da sociedade. Erickson via o inconsciente como a essência ou o centro da pessoa, um depositário de todas as experiências e aprendizados passados, a fonte para o crescimento que repousa em sua maior parte no nível inconsciente. (Beahrs, 1982, Understanding Erickson’s Approach, p58- 83)

Erickson
Ela [a hipnose] é um estado de consciência — não de inconsciência ou sono — um estado de consciência ou de percepção (awareness) no qual há uma marcante receptividade a idéias e compreensões e uma disponibilidade ampliada a responder tanto de forma positiva quanto negativa a essas idéias.
[por volta de 1950] Erickson , 1980, Vol. IV, cap.21, p 224

Erickson
Fisiologicamente, há muito mais semelhança entre o estado hipnótico e o estado desperto do que com o sono fisiológico. [por volta de 1944] Erickson, 1980, Vol. IV, p. 16.

Erickson
O estado hipnótico é essencialmente um fenômeno psicológico, que não tem relação com o sono fisiológico, e depende completamente da total cooperação entre o hipnotizador e o sujeito.
(Erickson, 1941, p. 14)

Erickson
Em mais de 30 anos de trabalho experimental e clínico com hipnose nunca fui capaz de descobrir quaisquer efeitos danosos… ….[por volta de 1950]
(Erickson, 1980, Vol. IV, cap.21 p 226)

O princípio fundamental para todos os ensinamentos de Milton H. Erickson é seu profundo e sincero respeito pela individualidade de toda e qualquer pessoa. Ele acreditava que o terapeuta criava o “ambiente” e oferecia o suporte e o espaço para o paciente alcançar seus objetivos. Todo e cada cliente tem seu “jeito próprio”. A mudança, e a filosofia da mudança, surgem de cada cliente de uma maneira excitante, criativa e imprevisível. É a vontade do cliente que determina a mudança e não a posição teórica do terapeuta. O terapeuta está presente para desenvolver e promover estratégias que dêem suporte à “saúde” do cliente. No âmago mais profundo do trabalho dele está a crença na habilidade do cliente de se curar (heal) a partir de dentro, e uma crença e uma esperança constante no futuro do cliente. O trabalho de Erickson exige uma mutualidade, uma vulnerabilidade da parte de ambos e é sempre um processo de aprendizagem e descoberta. As estratégias dele constituem uma parte central de seu trabalho. Elas podem ser usadas para induzir um transe. Podem ser usadas para aprofundar ou produzir um transe mais “completo”. Podem ser usadas para acelerar a aprendizagem e o processo de cura (healing process). Todas as estratégias servem para dar suporte aos clientes para que eles sejam capazes de aprender em níveis cada vez mais profundos. As estratégias também ajudam a reforçar a verdade universal de que os clientes são capazes de acessar sua sabedoria interior (aquilo que eles já conhecem/sabem) em um plano inconsciente e utilizá-la para evoluir e curar (heal). As estratégias precisam ser usadas de acordo com a personalidade do cliente. O terapeuta deve ser aberto e fluido em sua abordagem. Caso você não seja, sua própria rigidez irá manifestar a rigidez no paciente e o trabalho será forçosamente interrompido. Qualquer encontro que termine com o cliente se sentindo mais fortalecido (empowered) e o terapeuta se sentindo humilde consiste em uma boa sessão.

É aconselhável aprender como e quando usar todas as estratégias. Você perceberá que tem mais facilidade para usar algumas delas em comparação com outras. É importante aprender e praticar todas elas. Inicialmente algumas delas parecerão ser menos úteis. Com o tempo, todas elas serão incorporadas como parte da sua prática e você se descobrirá utilizando- as sem nem ao menos pensar sobre elas.